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A Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) alerta para o aumento do risco de tétano acidental no Brasil devido à queda da cobertura vacinal, especialmente entre adultos e idosos. Segundo a Nota Técnica nº 51/2024 do Ministério da Saúde, de 2014 a 2023 foram confirmados 2.181 casos, com letalidade de 32% – cada 100 doentes, cerca de 30 morrem.
A maioria dos casos ocorreu em homens (85%) e pessoas entre 40 e 79 anos. Além disso, um em cada quatro pacientes nunca havia sido vacinado; em metade das notificações, o histórico vacinal nem sequer constava.
O documento mostra queda expressiva nas doses de reforço da vacina dT e dTpa após 2019, e nenhuma região do país alcançou 50% de cobertura vacinal entre gestantes, grupo fundamental para prevenir o tétano neonatal.
O tétano continua sendo uma doença grave, não contagiosa, causada por Clostridium tetani presente no solo e em materiais contaminados. A vacinação é a única forma de prevenção. O esquema para adultos inclui três doses de dT e reforço a cada 10 anos – ou após 5 anos em caso de ferimentos graves. Gestantes devem receber dTpa em cada gestação.
A SPI orienta a população a revisar o cartão de vacinação e procurar uma unidade do SUS para atualização das doses, destacando que o tétano é totalmente evitável.
Atenciosamente,
Sociedade Paulista de Infectologia (SPI).
