UOL – Viver Bem – Com duração mínima de 6 meses, tratamento da tuberculose pode ser reduzido. Leia aqui:
Confira os principais destaques do 13º Congresso Paulista de Infectologia
Entre os dias 22 e 25 de junho, aconteceu em São Paulo, o 13º Congresso Paulista de Infectologia. Evento que reuniu 1.208 inscritos e teve como objetivo discutir e aprimorar os tópicos científicos mais relevantes da infectologia, propiciando a troca de experiências de todos aqueles que atuam na prevenção, no diagnóstico e no tratamento das doenças infecciosas e parasitárias. Para a ocasião foram organizados 12 cursos pré-congresso, incluindo temas como Covid-19, hepatites virais, imunizações, antimicrobianos, resistência microbiana, infecção hospitalar, entre outros. Os cursos pré-congresso foram oferecidos gratuitamente para aqueles que se inscreveram no evento. “Tivemos uma frequência acima da esperada nos mais diversos assuntos, desde as doenças negligenciadas até as últimas emergências epidemiológicas. Isso mostra a qualidade dos palestrantes e da escolha de temas que trabalhamos meses antes, em um trabalho intenso para identificar os assuntos que mais importam para a infectologia e também as pessoas que melhor conduzem essas discussões. Além disso, este foi um evento presencial modelo, seguindo todos os protocolos de saúde, e ficamos satisfeitos com os resultados obtidos”, afirma o presidente da Sociedade Paulista de Infectologia e do Congresso Paulista de Infectologia, Dr. Carlos Magno Fortaleza. A abertura oficial do 13º Congresso Paulista de Infectologia aconteceu no dia 23 de junho no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e contou com a participação do Secretário da Saúde de São Paulo, Dr. Jean Gorinchteyn, o representante da CREMESP, Dr. Angelo Vattimo, Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr. Alberto Chebabo e a jornalista Mônica Bergamo. A jornalista Mônica Bergamo discutiu de forma interativa o papel da comunicação e das mídias durante a pandemia de Covid-19. Durante os outros dias do evento foram realizadas conferências e mesas-redondas com convidados de altíssima capacidade técnica e científica, sendo eles 15 internacionais e 243 nacionais. A programação científica foi dividida por grandes áreas em seis salas com atividades paralelas, onde foi possível assistir às apresentações orais selecionadas e os simpósios satélites com temas atuais sobre: cura da infecção pelo HIV/Aids; hepatites virais; vacina para dengue, zika e chikungunya; antimicrobianos e resistência microbiana; novas vacinas de importância no Brasil; malária: cenário epidemiológico atual e o tratamento; varíola do Macaco (Monkeypox): nova pandemia, entre outros. Segundo o coordenador científico da Sociedade Paulista de Infectologia e do Congresso Paulista de Infectologia, Prof. Eduardo Alexandrino Servolo de Medeiros, o evento superou todas as expectativas. “Estamos satisfeitos com o desempenho geral do Congresso, desde os cursos pré-congresso em que falamos sobre novos antimicrobianos, infecção hospitalar, HIV/Aids, entre outros assuntos, até a programação científica de excelente nível em um clima descontraído e com discussões interessantíssimas que enriquecem a infectologia”. Também, destaca que o congresso da SPI está sendo realizado com todas as medidas de segurança durante a pandemia. Tivemos a apresentação de trabalhos científicos que foram avaliados por uma Comissão Julgadora e os melhores qualificados foram premiados, com o objetivo de incentivar e estimular a pesquisa científica. Foram 10 trabalhos nota 10, sendo que 3 alcançaram o podium por suas apresentações orais, e mais 3 premiados como melhores e-pôsters. Depoimento Dr. Michel Abdalla, médico infectologista no estado do Ceará É a primeira vez que participo do Congresso Paulista de Infectologia, já estive no Brasileiro de Infectologia e de Controle de Infecção. Gostei muito do evento, achei diversificado, com nomes muito bons, trazendo novos dados científicos e uma programação de excelente nível. Estou tentando conciliar os temas que mais me interessam durante todos os dias. Depoimento Mariana Souza Santos Oliveira, integrante de Liga Acadêmica de Infectologia (LAIB) É a primeira vez que venho em formato presencial e as palestras foram incríveis. Nesta modalidade presencial é possível ter uma nova vivência e aproveitar ainda mais as discussões, espaços e fazer networking. Conseguiram abordar temas atuais e até aqueles que são negligenciados, foi excelente em todos os aspectos. É o primeiro evento que participo pós-pandemia e a organização está excepcional, além dos protocolos de saúde sendo mantidos primorosamente. Depoimento Keila da Silva Goes Di Santo, acadêmica de medicina da Universidade Federal da Bahia Participei pela primeira vez no último Congresso, que teve seu formato online em 2020, e fiquei encantada de estar aqui agora em 2022, em um ponto muito bem localizado de São Paulo, entre nomes tão importantes da especialidade e com temas extremamente relevantes para a nossa área. Venho representando a Liga de Infectologia da Bahia e estou muito feliz e satisfeita com a minha participação e as experiências adquiridas aqui. A Sociedade Paulista agradece a participação de todos os envolvidos que fizeram deste evento um sucesso. Até 2024! Confira todas as fotos do evento aqui
Jornal da Record – Varíola dos macacos. Assista aqui:
Terra – Varíola dos macacos: entenda o risco de transmissão e como se proteger. Leia aqui:
Convocação de Assembleia Geral Ordinária no dia 23 de junho
A SOCIEDADE PAULISTA DE INFECTOLOGIA (SPI) comunica a realização da Assembleia Geral Ordinária (AGO), a realizar-se durante o 13º Congresso Paulista de Infectologia em São Paulo, no dia 23 de junho de 2022, às 18h00. Endereço: Centro de Convenções Frei Caneca (5º pavimento)Rua Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo (SP). Pauta:1) Prestação de contas 2021/2022;2) Balanço Patrimonial e Demonstração dos Resultados de 2021;3) Balanço parcial do 13º Congresso Paulista de Infectologia;4) Assuntos gerais.Para mais informações: contato@infectologiapaulista.org.br ou (11) 5083-1995
Varíola dos macacos: O que é e qual o risco de transmissão?
Eduardo Alexandrino Servolo de Medeiros – Unifesp e Diretor da SPISilvia Figueiredo Costa – FMUSP e Diretora da SPI O que é a varíola dos macacos? A varíola dos macacos (monkeypox ou varíola símia) é uma zoonose viral (o vírus é transmitido aos seres humanos a partir de animais) causada por um vírus da família Poxviridae (vírus de DNA de fita dupla). O vírus foi descoberto em 1958 em macacos e em 1970 foi descrito o primeiro caso humano na República Democrática do Congo, África. O vírus é do mesmo gênero da varíola humana. Em 1980, a varíola humana foi considerada erradicada pela Organização Mundial da Saúde. Por esta razão, a varíola dos macacos tem chamado tanto a atenção, pelo medo do ressurgimento da varíola, mesmo por um vírus com características diferentes. A varíola dos macacos é uma doença endêmica em regiões de floresta da África Central e Ocidental. O surgimento de diversos casos na Europa e nos Estados Unidos da América tem sido um alerta para novos surtos comunitários entre humanos em diversas regiões do mundo. Apesar do nome, os macacos não são reservatórios do vírus, provavelmente o principal reservatório são roedores que habitam a África Central e Ocidental. Em 2003, nos Estados Unidos, ocorreu um surto de varíola do macaco quando roedores infectados, importados da África como animais de estimação, disseminaram o vírus para cães de estimação que, então, infectaram pessoas. Essa epidemia teve 35 casos confirmados, 13 prováveis e 22 suspeitos em 6 estados, mas não houve mortes. O primeiro caso confirmado da doença no Brasil foi reportado em São Paulo no dia 9 de junho de 2022, com a identificação do material genético do vírus por meio de metagenômica. Quais os sintomas da doença? A doença tem um período de incubação de 5 a 21 dias. O paciente inicia com febre, calafrios, mal-estar, dor de cabeça, mialgias e aumento de gânglios (linfadenopatia), isto é, o pródromo é semelhante a outras doenças infecciosas. A seguir, lesões na pele semelhantes a catapora, porém com a diferença que as lesões da varíola dos macacos evoluem no mesmo estágio. Inicia com uma mancha vermelha que evolui para pápula, vesícula, pústula e crosta. Na maior parte dos casos, começa no rosto e se espalha pelo corpo. A taxa de letalidade é inferior a 10%.Importante sempre investigar a epidemiologia, viagens para regiões endêmicas como para a África Ocidental ou Central ou para países, principalmente da Europa e dos EUA, que têm tido surtos da varíola dos macacos. Até o momento, não há descrição de casos autóctones no Brasil.A OMS descreve quadros diferentes de sintomas para casos suspeitos, prováveis e confirmados.Caso suspeito: qualquer pessoa, de qualquer idade, que apresente pústulas na pele de forma aguda e inexplicável e esteja em um país onde a varíola dos macacos não é endêmica. Se este quadro for acompanhado por dor de cabeça, início de febre acima de 38,5°C, aumento dos linfonodos, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza profunda, é necessário fazer exame para confirmar ou descartar a doença.Casos prováveis: incluem sintomas semelhantes aos dos casos suspeitos, como contato físico pele a pele ou com lesões na pele, contato sexual ou com materiais contaminados 21 dias antes do início dos sintomas. Soma-se a isso, histórico de viagens para um país endêmico ou ter tido contato próximo com possíveis infectados no mesmo período e/ou ter resultado positivo para um teste sorológico de orthopoxvirus na ausência de vacinação contra varíola ou outra exposição conhecida ao vírus.Casos confirmados: ocorrem quando há confirmação laboratorial para o vírus da varíola dos macacos por meio do exame PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) em tempo real e/ou sequenciamento. Casos suspeitos, prováveis e contatos de caso provável devem ser notificados imediatamente (até 24h) através do link:https://cevesp.saude.sp.gov.br/notifica/monkeypoxE-mail: notifica@saude.sp.gov.brTelefone: 08000-555466A confirmação diagnóstica se dá por testes moleculares (PCR) ou sequenciamento que detectam sequências específicas do vírus em amostras do paciente. Há risco de contaminação do colhedor, por isso deve haver cuidado ao se obter essas amostras e as mesmas devem ser transportadas em recipiente lacrado e desinfectado na parte externa.Em caso de dúvida sobre a coleta de material: Laboratório Central de Saúde Pública de São Paulo/Instituto Adolfo Lutz – (LACEN/IAL-SP). Endereço: Av. Dr. Arnaldo, nº355, Bairro Cerqueira Cesar, São Paulo/SP CEP: 01.246-902 Telefone: (11) 3068-3088/3041 Geral: (11) 3068-2802/2801/2977E-mail:expedientedg@ial.sp.gov.br ou diretoria_geral@ial.sp.gov.br Como ocorre o contágio?O vírus entra no corpo humano através das vias respiratórias, por pequenas gotas eliminadas pela fala, tosse e espirro pela pessoa doente e podem ser inaladas pelo indivíduo susceptível, por contato com lesões ativas ou membranas mucosas. Pode ser transmitida por mordida ou arranhão de um animal doente ou mesmo no preparo de um animal selvagem para alimentação (caça). Entre pessoas, o indivíduo precisa estar próximo da pessoa doente, menos de 2 metros, para ser contaminada. A transmissão por aerossóis (gotículas no ambiente) não parece ser importante na transmissão. No surto atual, a transmissão sexual também tem sido identificada. A vacina contra a varíola comum também protege contra a varíola dos macacos?Sim, estudos em surtos previamente descritos, a vacinação para a varíola protege em 85% dos casos. Segundo a OMS pessoas com 50 anos ou menos podem estar mais suscetíveis já que as campanhas de vacinação contra a varíola foram interrompidas pelo mundo quando a doença foi erradicada em 1980. Como podemos nos prevenir?Medidas como higienização adequada das mãos antes e após o contato com um caso suspeito ou confirmado e uso de máscara, isolamento de contato e gotículas são muito mportantes. Evite o contato pele a pele sempre que possível e use luvas descartáveis se tiver qualquer contato direto com lesões. Use máscara ao manusear roupas ou roupas de cama caso a pessoa infectada não possa fazê-lo sozinha. Todo o paciente suspeito deve ser isolado na suspeita da infecção. No cenário atual, onde tem sido identificado diversos casos no mundo, é muito importante o rastreamento de contatos e isolamento dos contatos próximos, como domiciliares, por 21 dias (tempo máximo do período de incubação). Cuidado com as roupas que podem ser veículos de transmissão. Estas devem ser
Webinar da SPI aborda pneumonias adquiridas na comunidade
As pneumonias adquiridas na comunidade (PAC) são um desafio para os médicos, especialmente aqueles que trabalham em serviços de emergência. As PACs estão entre as principais causas de internação e mortes por infecção. Por isso, o quinto encontro do “Programa Educacional 2022: Terças-feiras com a SPI”, realizado pela Sociedade Paulista de Infectologia, trouxe a discussão de um caso clínico e atualização no diagnóstico e no tratamento baseados nos principais guias atuais das sociedades científicas. O evento, promovido em formato virtual, ocorreu na última terça-feira (24), com duração de 1 hora e trinta minutos e contou com a participação de 200 espectadores. A sessão foi coordenada pelo coordenador científico da SPI, Dr. Eduardo A. Medeiros (UNIFESP) e pelo médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, Dr. Jamal Suleiman. E, como em todos os encontros, após as palestras, os convidados também ficaram disponíveis para tirar dúvidas dos participantes. A webinar iniciou-se com o médico residente de infectologia do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Dr. Giap Passos, que apresentou um caso clínico de um paciente com comorbidades, em um quadro de tosse e febre por 4 dias, que evoluiu para uma insuficiência respiratória aguda e choque séptico. O Dr. Giap também falou sobre os métodos diagnósticos utilizados, em que foi abordado o tratamento empírico para pneumonias comunitárias graves. O paciente evoluiu para uma insuficiência respiratória secundário a pneumonia adquirida na comunidade. Os coordenadores Dr. Eduardo e Jamal comentaram o caso e abriram para uma discussão dos demais participantes sobre os protocolos a que ele foi submetido, além das condutas e tratamentos. A segunda palestra foi conduzida pela médica infectologista do Instituto Emílio Ribas, Dra. Claudia Figueiredo Mello, que trouxe os desafios, manifestações clínicas e o tratamento. A especialista também expôs dados no Brasil sobre a doença, falou sobre os principais biomarcadores PCR e PCT e orientou sobre os protocolos para os pacientes com casos moderados e graves. As palestras completas estão disponíveis AQUI. Nas próximas terças-feiras, haverá outros encontros virtuais do “Programa Educacional 2022: Terças-feiras com a SPI”, sempre abordando temas relevantes da área da Infectologia. Fique ligado!
Terças-feiras com a SPI – 24/05/2022
Dr. Eduardo A. Medeiros – Dr. Jamal Suleiman Dr. Giap Passos Figueiredo Pereira Gomes – Dra. Cláudia Figueiredo Mello Manejo da pneumonia adquirida na comunidade Coordenadores: Dr. Eduardo A. Medeiros e Dr. Jamal Suleiman Apresentador do caso clínico:Giap Passos Figueiredo Pereira GomesMédico residente de infectologia do Instituto de Infectologia Emílio Ribas Complementação:Claudia Figueiredo MelloMédica infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas
Nota de falecimento
A Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) informa com grande pesar que, no dia de hoje, 24/05/22, houve o falecimento de Victória Jahara, mãe da médica infectologista, Dra. Thaís Guimarães, que residem na cidade de Santos, em São Paulo. O velório acontece hoje, das 14h às 16h30, no Cemitério São Pedro e depois seguirá para o Crematório da Vila Alpina, ambos em São Paulo, capital. Nossas afetuosas condolências aos familiares e amigos. Diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia