Dr. Paulo Abrão Profa. Dra. Maria Cássia Mendes Corrêa – Dr. Mário Gonzalez Hepatites (Julho Amarelo)Participam os especialistas: MediadorDr. Paulo AbrãoProf. Adjunto da Disciplina de Infectologia na UNIFESP e vice-presidente da SPI ConvidadaProfa. Dra. Maria Cássia Mendes CorrêaFMUSPPalestra: Hepatite C ConvidadoDr. Mário GonzalezMinistério da Saúde e IIERPalestra: Hepatite B
Curso Micologia 2023 – Aula 4 – 06/07/2023
Curso Bacteriologia Clinica 2023 – Aula 4
Curso Micologia 2023 – Aula 3 – 04/07/2023
Em 2024, participe do 14º Congresso Paulista de Infectologia
Caro leitor, A 14º edição do Congresso Paulista de Infectologia será realizada no próximo ano, em formato presencial. A Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), que promove o evento, já começou o planejamento das atividades para proporcionar um espaço único à atualização científica dos participantes. A programação será desenvolvida entre os dias 28 a 31 de agosto de 2024, no Centro de Convenções Frei Caneca, localizado no bairro Bela Vista, em São Paulo.Planejamos um encontro científico para aprimorar nossos conhecimentos e trocar experiências. Acompanhe nossas redes sociais e fique atento à sua caixa de entrada do e-mail, porque em breve traremos mais informações sobre a 14º edição do Congresso Paulista de Infectologia!
Curso Bacteriologia Clinica 2023 – Aula 3
Testes de sensibilidade aos antimicrobianos (Br-Cast): da teoria à prática foi tema das Terças-feiras com a SPI
Na última terça-feira, 27 de junho, aconteceu a webconferência do Programa Educacional: “Terças-feiras com a SPI”, que abordou o tema Testes de Sensibilidade aos Antimicrobianos (Br-Cast): da teoria à prática. A médica infectologista, Coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do HC-FMUSP e do HSPE-SP e diretora da SPI, Dra. Thais Guimarães, deu as boas-vindas aos participantes e apresentou a colega, também coordenadora deste webinar, Dra. Marines Dalla Valle Martino, médica infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e coordenadora geral do Br-Cast, que juntas apresentaram os palestrantes. Quem deu início ao evento, falando sobre as Normatizações e Atualizações do Br-Cast na Prática Clínica, foi o Médico Patologista Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), Dr. André Doi, que destacou o início das atividades do Comitê Brasileiro de Testes de Sensibilidade aos Antimicrobianos, em 2014, sendo a criação deste comitê, um acordo de cooperação técnica entre a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, Sociedade Brasileira de Infectologia e Sociedade Brasileira de Microbiologia. “O objetivo foi tentar organizar um Comitê Brasileiro que viabilizasse um documento de padronização para os laboratórios de microbiologia. Houve um extenso processo envolvendo o Ministério da Saúde para que todos os laboratórios de microbiologia do País adotassem esta normatização. O Br-Cast, é uma adaptação do EUCAST (normatização europeia)”, ressalta o especialista. Dr. André também comentou sobre o problema mundial da resistência a antimicrobianos e compartilhou informações atuais do Br-Cast, incluindo a mudança da categoria intermediária que agora deve ser interpretada como sensível aumentando a exposição. Ressaltou a importância de se disseminar esta informação para todo o corpo clínico a fim de se poupar os antimicrobianos de largo espectro. Ele também informou sobre a disponibilidade dos pontos de corte para antimicrobianos utilizados por via oral e dos antimicrobianos que não devem ser utilizados em monoterapia. Tudo para garantir a segurança do tratamento para o paciente. Na sequência, tivemos a palestra do médico infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), Dr. Filipe Piastrelli, sobre o Impacto da Implantação do Br-Cast na Prescrição de Antimicrobianos em Infecções por P. aeruginosa. O especialista apresentou o estudo conduzido no HAOC e destacou as dificuldades sobre estes novos conceitos do antibiograma. Como no HAOC, o principal agente de infecção de pneumonia em UTI é a Pseudomonas aeruginosa, eles fizeram uma avaliação do tratamento antimicrobiano de pacientes internados com infecção por P. aeruginosa em fase pré-implantação do Br-Cast (janeiro de 2018 a dezembro de 2019) e pós-implantação (janeiro de 2020 a dezembro 2021). Os resultados demonstraram um aumento na prescrição de carbapenêmicos para infecções por P. aeruginosa, justamente pela interpretação errônea dos casos com resultados intermediários ao antibiograma. Dr. Filipe chamou a atenção para a educação do corpo clínico para esta nova normatização do Br-Cast. Após as exposições dos convidados, foi reservado um espaço para que os participantes pudessem tirar dúvidas. A webinar completa está disponível em nosso canal no Youtube/InfectologiaPaulista.
Curso Micologia 2023 – Aula 2 – 29/06/2023
3 mitos e verdades sobre a Sarna
São Paulo, junho de 2023 – Esta semana foi noticiado um surto de escabiose, popularmente conhecida como sarna, em refugiados afegãos que estão abrigados no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O vice-presidente da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), o médico infectologista e Professor Adjunto da Disciplina de Infectologia na UNIFESP, Dr. Paulo Abrão destaca algumas características entre o que é mito e verdade sobre a doença. Contatos rápidos não transmite a sarna de pessoa para pessoa: Verdade A sarna é uma doença de pele causada por um ácaro não visível ao olho nu, que só é identificado através de exames microscópicos, de raspagem ou lesões de pele que conseguimos observar. A transmissão da doença acontece através do contato direto (pele a pele) e prolongado entre as pessoas ou por meio de objetos e roupas, como lençóis, toalhas e travesseiros compartilhados. Surto de sarna dentro do aeroporto é perigoso para a população fora dele e pode se espalhar pelo município de Guarulhos: Mito A doença se prolifera em pessoas agrupadas, como estão os afegãos naquele determinado setor do aeroporto, transmitida pelo contato mais próximo com familiares e por isso há uma disseminação local, não existindo risco de transmissão pelo aeroporto ou cidade de Guarulhos. “É preciso ficar atento nos próximos dias ou semanas a sintomas, como pápulas vermelhas na pele, que são muito pruriginosas, e que ocupam regiões características, em volta do umbigo, entre os dedos, as vezes na região genital, da fossa cubital, que são regiões clássicas de ter a sarna. Então, quem teve contato com alguém com a doença deve ficar atento se houver manifestação na pele e procurar o serviço de saúde mais próximo para ser tratado”, explica Dr. Paulo Abrão. O tratamento é relativamente simples: Verdade A sarna tem cura e não costuma oferecer riscos à saúde. A preocupação, eventualmente, é que por serem lesões de pele que coçam muito podem evoluir para uma infecção de pele por outras bactérias e isso é uma complicação que pode gerar quadros mais graves. O tratamento é feito com medicamentos orais ou tópicos, inclusive para diminuir a coceira com anti-histamínicos, porque principalmente à noite coça muito, a fim de evitar uma infecção secundária na pele. E, se isso acontecer, o uso também de antibióticos deverá ser administrado para evitar que as bactérias tornem essa infecção ainda mais grave. O especialista aponta ainda que as pessoas infectadas devem ter atenção à higiene. “O indivíduo deve tomar banho diariamente e ter as roupas muito bem lavadas com água quente e passadas a ferro para destruir os elementos de reprodução desse ácaro, fazendo a quebra da cadeia de transmissão de uma pessoa para a outra”, informa. Outra dúvida comum é comparar a sarna em humanos e animais. “Existe uma diferença grande, pois são espécies de ácaros diferentes. A sarna que acontece nos animais não causa a doença em humanos”, finaliza o médico infectologista.