Prezados Associados, Diante do crescente desafio representado pela disseminação de Candida auris em ambientes hospitalares em todo o mundo, é crucial que compreendamos a capacidade dos laboratórios clínicos no Brasil para identificar esse patógeno. Com esse propósito, elaboramos um inquérito que será distribuído aos hospitais e laboratórios em todo o território nacional. Os resultados dessa pesquisa serão fundamentais para traçar um panorama da habilidade dos laboratórios brasileiros em identificar Candida auris, permitindo-nos alertar as autoridades de saúde sobre possíveis deficiências. O formulário com link abaixo, hospedado no Google Forms, é direto, de preenchimento rápido e a contribuição de cada instituição será mantida em sigilo. Contamos sinceramente com a participação valiosa de cada um de vocês! Link para o formulário: Participe Agora Sua colaboração é fundamental para fortalecermos nossos esforços na identificação e combate a Candida auris no cenário hospitalar brasileiro. Gratos pela sua contribuição,
Dezembro Vermelho: Desafios e Avanços na luta contra o HIV
Neste mês, marcado pela abertura do Dezembro Vermelho, dedicamos espaço para reflexões sobre HIV, prevenção e os desafios enfrentados durante mais de quatro décadas desde os primeiros casos nos anos 80. A evolução no tratamento e estratégias de prevenção é notável, mas persistem desafios cruciais, sendo o estigma e preconceito contra pessoas vivendo com o vírus uma questão persistente. A disseminação de informações enfrenta obstáculos, e é essencial melhorar nossa comunicação, desfazendo equívocos arraigados, como a transmissão por gestos de carinho. Nossos esforços se concentram em conscientizar sobre novas ferramentas de prevenção, como a PrEP e a profilaxia para exposição, disponíveis no SUS e eficazes na contenção de novos casos. Contudo, os desafios persistem, desde a busca pela cura até a necessidade de ampliar o acesso a tratamentos inovadores. No Brasil, a concentração da epidemia em populações vulneráveis exige medidas específicas. A capilarização do acesso à PrEP é vital, assim como a melhoria nos serviços de Saúde Transversal. Ainda que o Brasil tenha avançado, enfrentamos desafios significativos, especialmente na redução do número de casos e na superação do estigma. Cinco desafios fundamentais para os próximos anos emergem: Após 40 anos, desafios persistentes lembram-nos da importância de estarmos unidos na busca por um futuro livre do estigma e da epidemia do HIV.
No Dia Mundial de Luta contra a aids, evento quer capacitar médicos de PSs e UPAs para identificar aids avançada
Mesa Redonda quer difundir conhecimentos técnicos básicos que ajudem equipes de saúde em tratamentos mais assertivos São Paulo, novembro de 2023 – Médicos, profissionais de enfermagem, fisioterapeutas e equipes multidisciplinares de serviços emergenciais de saúde, públicos e privados, são o foco da Mesa Redonda “Urgências na aids avançada: o que há de novo?”. A atividade é integralmente gratuita e acontece no próximo dia 1º de Dezembro, sexta, em celebração ao Dia Mundial de Luta contra a Aids. O objetivo da Mesa Redonda é difundir entre os profissionais de saúde conhecimento técnico que auxilie na identificação mais rápida e eficaz dos casos de aids avançada, promovendo tratamentos mais assertivos por meio do diagnóstico tardio e da identificação de casos de abandono de tratamento. A mesa redonda visa também promover o melhor rastreamento da doença, oferecendo condições para o diagnóstico, à beira leito, de doenças oportunistas. A atividade é uma iniciativa conjunta do Programa Estadual de IST/Aids do Estado de São Paulo, Centro de Referência e Treinamento em Aids (CRT-Aids), Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Sociedade Paulista de Infectologia (SPI). Médicos infectologistas dessas entidades, que idealizaram juntos o evento, afirmam que é comum nos serviços de urgência e emergência, como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Pronto-Socorros (PSs), as equipes não terem conhecimentos básicos fundamentais para ajudar na identificação da aids avançada. Segundo eles, mesmo em estágio inicial, a aids avançada precisa ser considerada como um caso de urgência. A Mesa Redonda acontecerá no formato presencial em São Paulo, no auditório do Hospital Emílio Ribas, mas também contará com transmissão online. A atividade tem previsão de duração de duas horas e contará com duas aulas e um debate. Hoje a estimativa é de que mais de um milhão de pessoas vivam com HIV/aids no Brasil. Apesar dos avanços tecnológicos disponíveis gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), 11.238 brasileiros foram a óbito por aids em 2021. O trabalho de capacitação vai ao encontro das metas do Unaids (Programa Conjunto da ONU) que coordena a resposta global à pandemia da doença. As chamadas Metas 95-95-95 visam diagnosticar 95% dos casos de infecção por HIV, tratar 95% dos casos diagnosticados e zerar a carga viral em 95% das pessoas em tratamento (pessoas com carga viral zerada não transmitem o HIV). MESA REDONDA “URGÊNCIA NA AIDS AVANÇADA: O QUE HÁ DE NOVO?” Data: 1º de Dezembro de 2023, sextaHorário: 14hLocal: Auditório Professor Ivan de Oliveira Castro, no Instituto de Infectologia Emílio Ribas (Avenida Doutor Arnaldo, 165, Cerqueira César – próximo ao metrô Clínicas)Público-alvo: médicos, profissionais de enfermagem, fisioterapeutas e equipes multidisciplinares de saúde de unidades de pronto atendimento e prontos-socorros públicos e privadosValor: integralmente gratuitoOrganização: Programa de IST/Aids de SP, CRT-Aids, Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Sociedade Paulista de Infectologia A inscrição é obrigatória apenas para aqueles que planejam participar presencialmente. Se você pretende assistir ao evento online, não é necessário realizar a inscrição Inscreva-se pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfB-HrQ7h_B7UQk7rzvphwarBy9zhjzt5WBUGXxuuLrjjt_iA/viewform PROGRAMAÇÃOAbertura (15 minutos) Aula 1 (40 minutos)A estratégia nacional de resposta à aids: resultados do piloto “Circuito Rápido de Enfrentamento à aids” e os desafios de sua expansãoPor Ronaldo Campos Hallal, médico infectologista, assessor técnico da Coordenação Geral de Vigilância do HIV/aids e das Hepatites Virais do Departamento de HIV/aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, do Ministério da Saúde, mestre em Ciência Médicas pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) Aula 2 (30 minutos)Síndrome neurológica e pulmonar em aids: manejo clínico e oportunidades diagnósticasPor Bernardo Porto Maia, médico infectologista, supervisor do Pronto-Socorro do Hospital Emílio Ribas, gerente médico do Centro de Pesquisa do Hospital Dia do Emílio Ribas e mestre em Saúde pelo Núcleo de Medicina Tropical da Universidade do Pará Discussão e sessão de dúvidas (30 minutos)
Terças-feiras com a SPI – 21/11/2023
Dr. Rico Vasconcelos – Dr. Álvaro Furtado Dr. .Paulo Roberto Abrão Ferreira ”Enfrentando a infecção pelo HIV com novas armas” “Prevenção contra a infecção pelo HIV na atualidade”Dr. Rico Vasconcelos – Médico infectologista e pesquisador da FMUSP “Futuro da prevenção contra o HIV”Dr. Álvaro Furtado – Infectologista – FMUSP, Diretor da Sociedade Paulista de Infectologia Coordenação:Paulo Roberto Abrão Ferreira Prof. Adjunto da Disciplina de Infectologia, Coordenador do ambulatório de HIV Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo, Vice presidente da SPI
Encontro de Infectologia do Litoral Paulista: confira os destaques do Caiçarão 2023
O último sábado, 11 de novembro, foi especial para a atualização científica de temas relacionados a três tópicos importantes na Infectologia, com a realização do Encontro de Infectologia do Litoral Paulista, o Caiçarão 2023. Neste ano, a intensa e diversificada programação foi desenvolvida em formato presencial, no Auditório da Faculdade São Judas Tadeu – Campus Unimonte em Santos – SP, e o evento foi dividido em três módulos com três palestras cada, com um espaço reservado para discussões sobre os temas apresentados. O primeiro módulo sobre vacinas teve a coordenação do Dr. Orival Silveira e Dr. Roberto Focaccia, contou com a participação dos palestrantes Dr. Jadher Pércio, Dr. Márcia Faria Rodrigues e Dr. Ana Paula Rocha Veiga. A primeira palestra do módulo foi conduzida pelo Dr. Jadher Pércio, que trouxe uma retrospectiva e os desafios do Programa Nacional de Imunizações. Em seguida, a Dra. Márcia Faria comentou sobre os desafios da cobertura vacinal no setor público e privado, exemplificando as diferenças nas vacinas nos dois setores. As novas plataformas e novas vacinas também foram destaque nesta edição, apresentadas pela Dra. Ana Paula Veiga, que ressaltou a recente aprovação da vacina do Butantan contra a Chikungunya, pela agência reguladora dos Estados Unidos O segundo módulo teve como tema principal as novidades sobre as Infecções relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), coordenado pelo Dr. André Cortez e Dra. Somnia Marlene Cadogan Piraggini. A apresentação teve início com a palestra do Dr. Igor Maia, que abordou o manejo das infecções osteoarticulares e apresentou o que se tem de mais novo para o tratamento destas infecções. Em seguida, o Dr. Andre Cortez apresentou as experiências de dois hospitais da baixada santista no controle das IRAS e no consumo de antimicrobianos financiados pelo PROADI-SUS. Para finalizar, a Dra. Thaís Guimarães apresentou os mecanismos básicos de resistência bacteriana e apresentou as diretrizes atuais para o tratamento das Enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos. Após a discussão do segundo módulo, teve início o terceiro e último módulo do evento, coordenado pelo Dr. Evaldo Araújo e Dr. Marcos Caseiro, sobre como manejar situações de algumas doenças infectológicas no consultório/ambulatório. A primeira palestra contou com a apresentação do Dr. Olavo Munhoz sobre tuberculose pulmonar. Em seguida, o Dr. Álvaro Furtado abordou as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), trazendo um panorama global das ISTs e informações importantes sobre como avaliar cada paciente. Neste debate houve também apresentação sobre Sífilis/Gonococo, Clamídia, úlceras genitais e os diagnósticos diferenciais de outras ISTs, como Mpox, HPV e linfogranuloma venéreo. Após a segunda palestra, o Dr. Evaldo Araújo trouxe um debate importante sobre as ”Doenças infecciosas durante a gestação”, abordando sobre a barreira e defesa do feto na placenta. E, para finalizar, o Dr. André Farinhas abordou as ”Infecções urinárias de repetição”, com apresentação de alguns casos e abordagem medicamentosa e não medicamentosa destas infecções. Dr. Álvaro Furtado, palestrante do evento, comentou sua participação e destacou a importância deste encontro. “O evento foi uma excelente oportunidade de discussão de assuntos relevantes do mundo da infectologia, onde as atualizações ocorreram de forma dinâmica. Foi um evento com a participação de alunos de diversas faculdades, além de profissionais que se destacam no mundo da infectologia. Um momento que foi muito oportuno para atualizações de conteúdos relacionados a doenças importantes e que fazem parte do dia a dia de muitos profissionais, incluindo os infectologistas’’, ressalta. Segundo um dos coordenadores do evento, a Dra. Thais Guimarães, ‘’O Encontro de infectologia no litoral paulista foi muito salutar, pois teve a participação de infectologistas da baixada santista e muitos alunos de graduação das faculdades da Baixada, que puderam participar e ouvir as experiências de experts no assunto’’, comentou. Thais ainda comentou sobre a programação do evento: “O encontro foi divido em três módulos, o primeiro módulo de vacinas, com excelentes palestras, incluindo a palestra do Dr. Jarder, sobre o programa nacional de imunizações e como ele está sendo reestruturado, abordagem de novas plataformas e novas vacinas e abordagens das vacinas em setores públicos e privados. Como segundo módulo, tivemos o módulo de controle e prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde e, por último, o módulo de infecções comunitárias com as principais abordagens de síndromes que são constantemente apresentadas a infectologistas que fazem consultório e ambulatório’’, ressaltou. Por fim, a coordenadora do evento, reforçou: ‘’O evento foi muito importante, e teve como ponto alto a participação dos alunos’’, finalizou. Agradecemos a participação de todos!
Nota da Sociedade Paulista de Infectologia sobre as modificações feitas no Serviço de Infectologia e na Comissão de Residência Médica do Hospital Heliópolis, em São Paulo
Participe do Caiçarão 2023, no dia 11 de novembro!
Inscrições Caro leitor, Nosso encontro de infectologia do Litoral Paulista está agendado para dia 11 de Novembro de 2023, será realizado no Auditório da Faculdade São Judas, localizado na Rua Comendador Martins 52 – Vila Matias, Santos – SP, Brasil. O evento será coordenado pelos profissionais: Dr. André Cortez, Dr. Evaldo Araujo e Dr. Orival Silveira. Confira a programação completa do evento: 09:00 às 10:45 horas = Módulo Vacinas – O que preciso saber?Coordenação: Dr. Orival Silveira e Dr. Roberto Focaccia 09:00 as 09:30 horas = Programa Nacional de Imunizações (PNI): retrospectiva e desafios –Dr. Jadher Pércio 09:30 as 10:00 horas = Desafios da cobertura vacinal no público e no privado – Dra. MarciaFaria Rodrigues 10:00 as 10:30 horas = Novas plataformas e novas vacinas – Dra. Ana Paula Rocha Veiga 10:30 as 10:45 = Discussão 10:45 as 11:00 horas = Intervalo 11:00 as 12:45 horas = Módulo Infecções Relacionadas a Assistência à Saúde (IRAS) – O que temos de novidades? Coordenação: Dr. André Cortez e Dra. Somnia Marlene Cadogan Piraggini 11:00 as 11:30 horas = Manejo das Infecções Osteoarticulares – Dr Igor Maia Marinho 11:30 as 12:00 horas = Experiências em Controle de IRAS e Controle de Antimicrobianos naBaixada Santista/Projetos PROADI-SUS – Dr. Andre Cortez12:00 as 12:30 horas = Mecanismos de Resistência e Tratamento das Enterobactérias resistentes a carbapenêmicos – Dra. Thaís Guimarães 12:30 as 12:45 horas = Discussão12:45 as 13:30 horas = Almoço 13:30 as 15:15 horas = Módulo Infectologia no Consultório/Ambulatório – O que devo fazer e como manejar?Coordenação: Dr. Evaldo Araújo e Dr. Marcos Caseiro 13:30 as 13:50 horas = Tuberculose pulmonar – Dr. Olavo Munhoz 13:50 as 14:10 horas = Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) – Dr. Alvaro Furtado 14:10 as 14:30 horas = Doenças infecciosas durante a gestação – Dr. Evaldo Araújo 14:30 as 14:50 horas = Infecções urinárias de repetição – Dr. André Farinhas Tomé 14:50 as 15:15 horas = Discussão 15:15 horas = Encerramento *Inscrições gratuitas: enviar nome, CPF, categoria profissional, endereço, e-mail e telefone para contato@infectologiapaulista.org.br *Informações: contato@infectologiapaulista.org.br ou (11) 5083-1995 Mais informações: Baixe o PDF Inscreva-se: Inscrição
Webinar traz informações sobre Vacinas contra HPV e Herpez Zoster
Nesta terça-feira, dia 10 de outubro, a Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) promoveu mais um encontro virtual do “Programa Educacional 2023: Terças-feiras com a SPI”, que abordou sobre vacinas contra HPV e Herpes Zoster: Evidências Atuais. A médica infectologista e diretora da SPI, Dra. Sigrid Souza, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância dos convidados que orientam e vivem o dia a dia da vacinologia. A primeira palestrante foi a Profª. Associada do Dep. de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da FMUSP, Dra. Ana Marli Sartori, que destacou a importância de falarmos das infecções por HPV e apresentou a incidência de câncer cervical em mulheres em diversas regiões do país. Além disso, destacou o fator chave para a progressão do câncer: a infecção HPV Persistente e também a prevalência de HPV no Brasil. “Entre 4 e 10% das pessoas vão evoluir para uma Infecção HPV Persistente, assim, nessa situação é possível ter uma evolução em até 5 anos de lesões de baixo grau, e entre 10 a 30 anos para o câncer invasivo”, afirmou. A especialista citou também algumas estratégias de prevenção e apresentou a meta, para 2030, da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminação do câncer cervical, considerando o mesmo como um problema de saúde pública. “Programas bem organizados de rastreamento e tratamento podem prevenir até 80% dos cânceres cervicais. Uma das recomendações da OMS é a realização do teste de detecção DNA -HPV com início aos 30 anos, sendo repetido a cada 5 anos”, citou. Para finalizar, a professora ainda apresentou estudos sobre a imunogenicidade, demonstrando a importância da vacinação precoce e a efetividade da vacina HP4v contra o câncer cervical, além do programa de vacina HPV no PNI/SUS citando a ampliação do programa nos últimos dois anos para outras populações: meninas e meninos de 9 a 14 anos – 2 doses; e mulheres e homens HIV/aids, TOS, TCTH, câncer, erros inatos de imunidade, uso de drogas imunossupressoras, de 9 a 45 anos – 3 doses. E concluiu afirmando que as vacinas contra HPV são seguras e efetivas. “Um programa de vacinação com alta cobertura vacinal tem o potencial de eliminar o câncer cervical como problema de saúde pública, reduzir a carga de outros cânceres associados ao HPV e reduzir doenças associadas ao HPV em homens”, concluiu. A próxima palestra foi apresentada pelo Dr. João Silva de Mendonça, ex-presidente da SBI e da SBMT, e abordou o tema ‘Vacinas contra Herpes Zoster’. A aula teve início recordando a estrutura do vírus Varicella Zoster e destacando a estrutura que permite a ligação do vírus com a célula que será infectada e a penetração intracelular. O especialista comentou sobre cada um deles, história natural do vírus Varicella Zoster, progressiva instalação, incidência e idade recorrente do Zoster. O Dr. destacou a Nevralgia Pós- Herpética e Herpes Zoster Ophthalmicus como complicações do vírus, sendo outras crônicas, como redução da visão, inclusive cegueira. Explicou ainda que “as complicações do vírus que levam a uma expressiva valorização da vacina são complicações neurológicas, vzv viremia e dermatológicas, com incidência em adultos, com destaque para pacientes que apresentam imunodeficiência ou imunossupressão”.Foram apresentados dois estudos da vacina, um deles trabalhando com 50 anos ou mais, e outro com 70 anos ou mais, sendo que em ambos os casos, 2 doses separadas por 2 meses de periodicidade, tiveram um resultado muito favorável, com elevada eficácia e segurança vacinal em imunocompetentes. Além disso, o estudo avaliava a duração da proteção, dose e intervalo aprovados pelo FDA. O especialista comentou que a ausência de dados ainda não disponíveis mostrando a validade da vacina na população imunocomprometida, avaliando a eficácia e segurança da vacina nessas populações fez com ainda não recebesse tal aprovação em 2018. Com uma proteção de 68,2% em pacientes transplantados com células hematopoiéticas, malignidade hematológicas, proteção de 87,2% e doenças imuno mediadas com proteção de 90,5%, os efeitos adversos não mostraram nada de importante. Na conclusão do especialista, chamou atenção para a recorrência ainda maior do Zoster em comparação aos anos anteriores e como o Zoster reativado tem aumento da carga viral. Destacou também que, em sua visão pessoal, “a vacinação contra o vírus para os já infectados deve ocorrer de forma mais efetiva, sendo de 6 meses após a infecção. Na possibilidade de estarmos com cada vez mais incidência do vírus Zoster, é prudente aguardar um intervalo maior após cessar a doença, com a possibilidade de um booster vacinal mais efetivo após esse período”. Após as apresentações, os especialistas abriram espaço para que os participantes pudessem tirar dúvidas. A webinar completa está disponível em nosso canal no Youtube/InfectologiaPaulista.
Terças-feiras com a SPI – 10/10/2023
Dra. Ana Marli Sartori – Dr. João Silva de Mendonca Dra. Sigrid De Sousa Vacinas contra HPV e Herpes Zoster: evidências atuais CoordenadoraDra. Sigrid De SousaProfa. Associada da UFSCar e Diretora da SPI PalestranteDra. Ana Marli SartoriProfa. Associada do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da FMUSPPalestra: Vacinas contra HPV PalestranteDr. João Silva de MendoncaServiço de Infectologia do HSPE, Doutor em Medicina pela UNICAMP e Ex-Presidente da SBI e da SBMTPalestra: Vacinas contra Herpes Zoster
Webinar da SPI traz novidades sobre o Tratamento Antirretroviral
No dia 15 de agosto, a Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) promoveu mais um encontro virtual do “Programa Educacional 2023: Terças-feiras com a SPI”, que abordou Tratamento antirretroviral em 2023. Quem começou se apresentando foi o médico infectologista da área de Infectologia e Pesquisa HC e CRT, Seap/HCFMUSP e diretor da SPI, Dr. Álvaro Furtado da Costa, que também destacou o cenário atual desta terapia, os avanços e tratamentos do HIV/Aids, citando dois importantes congressos recentes. O primeiro palestrante foi o Professor Adjunto da Disciplina de Infectologia na UNIFESP e vice-presidente da SPI, Dr. Paulo Abrão, que mostrou o documento de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) elaborado por um departamento do Ministério da Saúde que inclui Tuberculose, Hepatites Virais, HIV/Aids, entre outras doenças. “Esse método é para organizarmos as demandas, desde 2018 que investimos na atualização do PCDT, que é dividida em 3 módulos: tratamento, coinfecções e comorbidades, este último está em preparação e em breve seguirá no mesmo caminho. A aprovação da CONITEC se encerra no próximo dia 30 de agosto”, informou. O Dr. Paulo adiantou uma novidade, que se for aprovado, o PCDT será lançado no Congresso Brasileiro de Infectologia, tornando-se a orientação para cuidar das pessoas com HIV/Aids. Além disso, o professor citou que a tuberculose é o principal motivo de óbito de pessoas vivendo com HIV/Aids, que vem aumentando desde a pandemia e que acomete também um público maior de crianças de 2 a 10 anos. Na sequência, falou sobre a indicação do IGR, da importância do Lipoarabinomanana (LAM) para detecção da tuberculose de forma rápida, dos pacientes em leito, da disponibilidade da rifapentina para o tratamento da infecção latente pela TB e da TARV, quando deve ser iniciada, além do esquema de terapia antirretroviral inicial para adultos. A próxima aula foi apresentada pela médica infectologista do Grupo de HIV/Aids da FCM-UNICAMP, Dra. Mônica Jacques, que abordou as novidades do IAS 2023, que aconteceu na Austrália e do CROI, dizendo que ambos destacaram novas estratégias. “O centro dos dois eventos foram os medicamentos de longa duração (LA), que ainda não são uma realidade para nós, no Brasil, mas uma discussão já se iniciou. São conjuntos de medicamentos de formas variáveis, como os orais, injetáveis e implantados e anticorpos monoclonais a cada 6 meses”, explica. A especialista comentou sobre cada um deles, suas pesquisas, aprovações da FDA, eficácia da ARV e estudos mais recentes, além de efeitos, como o ganho e perda de peso nestes tratamentos. Nas conclusões de ambos os eventos, CROI E IAS 2023, comentou dos medicamentos injetáveis e de longa duração com potencial para grande impacto na TARV, a interferência de medicamentos ARV na mudança de peso ainda não ser bem compreendida e as consequências de intervenções medicamentosas. Após as apresentações, os especialistas abriram espaço para que os participantes pudessem tirar dúvidas. A webinar completa está disponível em nosso canal no Youtube/InfectologiaPaulista.