Cuidados necessários com vacinas e doenças infecciosas na hora de pensar na viagem de férias

As férias estão se aproximando, período em que as viagens ocorrem com mais frequência e, para aproveitá-las sem imprevistos indesejados, a preparação cuidadosa com o itinerário, passagens, hospedagem, documentos necessários e objetos pessoais que serão levados deve ocorrer com antecedência.

Da mesma forma, a busca sobre informações a respeito de possíveis doenças infecciosas locais deve anteceder o embarque, para que a probabilidade de as contraírem seja minimizada. Nesse sentido, a vacinação, quando indicada, pode trazer ao viajante a possibilidade de uma viagem tranquila quanto ao risco, que varia de acordo com a região, de se adquirir infecções nos locais a serem visitados.

Felizmente, hoje em dia, há inúmeras vacinas e viajar tem sido um ato cada vez mais seguro, se feito de maneira planejada. De uma forma geral, dividimos as vacinas para viajantes entre obrigatórias, recomendadas e as rotineiras.

Entre as obrigatórias, a vacina para febre amarela é exigida para a emissão de visto ou entrada em diversos países, dependendo do risco de se adquirir, ou introduzir a doença no local (lista dos países que exigem a vacina para febre amarela pode ser consultada junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA).

Já nas recomendadas, encontramos a vacina para febre tifoide, meningite meningocócica, hepatite A dengue, cólera, etc. Como o próprio nome diz, elas não são obrigatórias, mas recomendadas devido ao risco local para aquisição das doenças.

E finalmente, as rotineiras, que são as vacinas normalmente indicadas no calendário básico de vacinação, independente do destino do viajante, como difteria/coqueluche/tétano, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), poliomielite, hepatite B, varicela, que geralmente são dadas na infância, mas com a possibilidade de serem atualizadas na idade adulta, caso ainda não tenham sido realizadas.

Em resumo, os riscos são diversos, bem como as vacinas que os evitam, e a busca por um especialista antes da viagem pode poupar o viajante de desagradáveis surpresas durante e após a viagem.

*Gustavo Henrique Johanson é médico infectologista no Hospital Israelita Albert Einstein e membro da Sociedade Paulista de Infectologia. 





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