As hepatites virais e sua grave ameaça à saúde pública

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a cada ano apareçam de 6 a 10 milhões de novas infecções pelos vírus das hepatites e 1,4 milhões de mortes no mundo. Hoje em dia, as hepatites virais (A, B, C, delta e E) matam mais que outras grandes pandemias, como HIV, malária e tuberculose.

 
Tendo em vista essa situação, a OMS lançou um plano mundial para a erradicação das hepatites virais, já que são consideradas uma uma grave ameaça à saúde pública até 2030. E o Ministério da Saúde brasileiro aderiu a essas metas. A estratégia para reduzir novas infecções e mortes consiste em ampliar a vacinação das hepatites A e B, fazer diagnóstico das hepatites crônicas B e C e, dessa forma, oferecer o tratamento aos indivíduos portadores.
 
Importante ressaltar que as hepatites crônicas, em geral, não apresentam sintomas e progridem silenciosamente até a cirrose hepática e câncer do fígado, assim, devem ser tratadas antes desse desfecho. Hoje em dia, o SUS disponibiliza vacinas para hepatite A e B, testes para diagnóstico rápido nas unidades básicas de saúde, bem como o tratamento para hepatites B e C.
 
  O tratamento da hepatite B é muito bem tolerado, controla o vírus e impede a progressão da doença. Já o tratamento da hepatite C, além de bem tolerado, é capaz de eliminar totalmente (CURA) o vírus do corpo do indivíduo infectado, em um curto período de tratamento, e está disponível para todas as pessoas que fizerem o diagnóstico. No Brasil, estima-se que mais de 80% das pessoas que são portadoras da hepatite C ainda não sabem do seu diagnóstico.
 
“Julho Amarelo” marca uma série de ações tomadas pelo governo, pelas organizações não governamentais e sociedades acadêmicas e têm o objetivo de esclarecer, informar, conscientizar a cerca da necessidade do diagnóstico e tratamento do maior número possível de pessoas.
 
A Sociedade Paulista de Infectologia participa dessas ações.
 
*Mario Peribanez Gonzalez - Médico infectologista e membro da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia 





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